O Jornalismo e sua influência no rádio.
17/01/2018 23:17 em Novidades

O Jornalismo praticado no rádio contribuiu com parte fundamental para o desenvolvimento do rádio no Brasil.

Há mais de 80 anos quando as primeiras transmissões eram distribuídas por receptores espalhados em Niterói, Petrópolis e São Paulo,

o Presidente da República Epitácio Pessoa discursava o Centenário da Independência, nesse momento,

a comunicação via ondas sonoras traçava um longo caminho.

 

O compromisso com a informação e a ética com os cidadãos desde sempre estiveram em evidência no rádio e foram inúmeras transformações até chegar a uma transmissão bem sucedida. O jornalismo no rádio atravessou fronteiras e permaneceu desde a primeira instalação efetiva e definitiva da radiodifusão no Brasil. Já produzimos um post falando sobre a história do rádio onde você fica por dentro de como aconteceu toda revolução e adaptação do rádio nesses 116 anos de existência.

A verdade é que tudo mudou, criaram-se novas tecnologias, linguagens e modelos de consumo. Acompanhar essa mudança fez com o que o jornalismo também se adaptasse às novas formas. Segundo a Pesquisa Brasileira de Mídia de 2016 (PBM), o rádio está entre os três principais meios de comunicação pelo qual o brasileiro se informa, perdendo apenas para TV e Internet, além disso, 63% dos entrevistados ainda ouvem rádio pelo modelo tradicional.

Das ondas eletromagnéticas às reações das redes

A força do rádio tradicional é indiscutível e foi reconhecida como o primeiro meio de comunicação em massa, mas o que chama atenção é justamente a migração que ele vem fazendo, a internet se tornou o oxigênio do rádio, e ele sobrevive. O jornalismo que se faz no rádio hoje sem o auxílio das novas tecnologias se torna quase inviável.

Longe de achar que o rádio pode ser substituído ele avalia de forma positiva: “Muita gente ainda ouve o rádio tradicional, principalmente em cidades pequenas.”, comenta. Reflexo disso é que o jornalismo no rádio permanece bravamente e ecoa aos quatro ventos através da interação, personalização e velocidade de informação aos ouvintes.

Novos Rumos

As transformações acontecem o tempo todo, com o rádio não seria diferente, quando se fala em rádio jornalismo, logo se pensa em maneiras alternativas de praticá-lo. Mas como será que esse assunto tem sido abordado por profissionais da área?

A ética no radiojornalismo não é diferente em relação às outras mídias. Mesmo com a característica da instantaneidade, que impõe grandes dilemas aos profissionais, hoje também pode ser observada no jornalismo digital. O principal, é ter noção de que quando se produz e distribui informação você é responsável pelos eventuais impactos na sociedade. Isso torna o trabalho do radiojornalista muito mais complexo do que o senso comum leva a crer.

Com as possibilidades que a digitalização ofereceu há um novo processo de segmentação, não só geográfica, mas temática.

O rádio está preparado para as novas tecnologias, o podcast não deve ser visto como um concorrente, mas sim como uma tecnologia de apoio. As rádios onlines não estão engolindo o rádio tradicional, elas estão criando oportunidades para que a produção de conteúdo seja horizontal. Mas o profissional de radiojornalismo precisa estar preparado para ser jornalista e atuar em todas as mídias ao mesmo tempo. Há centenas, talvez milhares, de rádios online e podcasts no Brasil. Isso é um fenômeno fantástico, porque permite que mais vozes se expressem por meio dessa linguagem fascinante. Se a tendência observada nos Estados Unidos nos últimos anos se repetir no Brasil, é há motivos para se acreditar nisso, o rádio terá uma nova era de ouro pela frente, mas agora digital.

Por fim, o jornalismo independente de qualquer definição, serve para contar tudo que existe no mundo de forma clara e coerente, seja pelo rádio tradicional, podcast, plataformas alternativas ou qualquer outro veículo de comunicação.

 

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